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Uso da inteligência Artificial no diagnóstico da Retinopatia


A Inteligência Artificial (IA) é a área de pesquisa da ciência da computação que busca, através de rotinas e algoritmos computacionais gerar mecanismos e/ou dispositivos que consigam reproduzir a capacidade humana de pensar e atuar na resolução de problemas complexos.

Os primeiros trabalhos de IA foram desenvolvidos na década de 40, mas foi na década de 80 que as pesquisas nesta área de conhecimento se intensificaram e os principais modelos teóricos como Algoritmos Genéticos, Regras de Associação, Árvores de Decisão, Raciocínio Baseado em Casos, Redes Neurais e outros surgiram. 

Com o aumento do poder de processamento dos servidores e o surgimento da Computação em Nuvem, que permite a utilização da memória e capacidade de armazenamento e cálculo de computadores em servidores interligados por meio da Internet, foi possível implementar os modelos teóricos criados na década de 80, acelerando a manipulação e aprendizado das IA’s.

Esse grande poder computacional, permite que uma massa de dados possa ser estruturada e organizada permitindo aos sistemas aprenderem e se aperfeiçoarem.

O resultado concreto destas técnicas pode ser facilmente percebido em nosso cotidiano. Inovações como carros inteligentes e/ou autônomos, reconhecimento de voz, reconhecimento facial, tradutores em tempo real, reconhecimento e geração de imagens, previsão de demanda de produtos, marketing personalizado, prevenção de fraude, sugestão de rotas entre outros já fazem parte de nossa rotina.

Estudos recentes

Estudos recentes indicam que as técnicas de IA possuem um potencial impressionante na execução de algumas tarefas, superando até mesmo seres humanos, como no reconhecimento de imagens.

Um destes estudos, realizado nos Estados Unidos em 2018 e publicado em artigo na revista Nature, mostra os benefícios do uso destas técnicas no diagnóstico da retinopatia diabética — complicação causada pela diabetes, que afeta a visão.

A diabetes afeta cerca de 415 milhões de pessoas no mundo todo, 1 em cada 11 adultos é afetado pela doença. Destes, um terço desenvolve a condição que degrada a visão. Só nos Estados Unidos, cerca de 24 mil pessoas por ano ficam cegas por causa da retinopatia que pode facilmente ser tratada quando detectada precocemente. Porém, menos de 50 por cento dos pacientes com diabetes faz o acompanhamento e exames com um oftalmologista regularmente.

O estudo foi aprovado pelo FDA (Food and Drug Administration) e conduzido com 900 pacientes portadores de diabetes, mas sem o diagnóstico de retinopatia. Fotografias dos olhos foram capturadas por enfermeiros e comparadas com um banco de dados existente.

A IA observou as imagens da retina do paciente comparando com as imagens de um banco de dados de casos confirmados e por analogia conseguiu determinar em menos de 20 segundos se o paciente possui algum traço da retinopatia com precisão muito similar ao diagnóstico realizado por médicos especialistas.

Os resultados impressionaram tanto que o FDA permitiu o uso do equipamento aos demais pacientes do hospital, tornando-se a primeira unidade de diagnóstico automatizado do país, com o potencial de ajudar na prevenção de perda da visão em milhares de pessoas anualmente.

“Esperamos ampliar o sistema para a detecção de outras doenças visuais como o glaucoma e a degeneração macular. Já estamos trabalhando nestes algoritmos e temos o objetivo de permitir o acesso ao diagnóstico especializado ao maior número de unidades de saúde possível”, informa o Dr. Abramoff do Departamento de Oftalmologia e Ciências Visuais, da Universidade de Iowa, onde ocorreu o experimento.