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Tratamento de Doenças Infecciosas com a Telemedicina


Viver nas cidades, traz vantagens para a saúde da população, ao permitir maior acessibilidade aos programas e serviços.  Por outro lado, aumentam os desafios advindos da maior densidade demográfica e das alterações do ambiente físico e das relações sociais, com potencial risco de aumento de doenças infecciosas.

As doenças infecciosas são as causadas por microrganismos como vírus, bactérias, protozoários ou fungos, que podem ser diagnosticadas e tratadas aqui.

Algumas das doenças mais comuns são: viroses, dengue, HPV, sarampo, tuberculose, micoses, leishmaniose, entre outros. Para todas elas, existe tratamento e quanto mais cedo ocorrer o diagnóstico, maiores são as chances de uma recuperação completa em curto prazo.

Existem as doenças que são transmissíveis pela relação sexual como Sífilis, Gonorréia, HIV e Clamídia.

Porém, o número de especialistas à disposição focados no controle e combate de doenças infecciosas é menor do que a demanda, nem todos os hospitais ou unidades de saúde possuem profissionais disponíveis em tempo integral no seu corpo clínico, principalmente quando se trata de municípios menores. 

Como o tratamento destas doenças demanda um número constante de visitas ao consultório médico, tanto para o diagnóstico correto quanto para o acompanhamento da evolução do tratamento, a distância e falta de especialistas locais faz com que grande parte dos pacientes acometidos por estas doenças, em alguns casos crônicas, desistam do tratamento no primeiro sinal de melhora ou se automediquem, o que pode causar danos ainda maiores à saúde.

Estas barreiras podem ser facilmente quebradas com o uso da tecnologia. E não é preciso um investimento alto em equipamentos pois a Telemedicina apoia-se no uso de tecnologias bem difundidas. Basta uma conexão de acesso à internet, um notebook ou tablet com câmera e suporte a áudio para que o paciente seja atendido por uma equipe remota numa unidade de saúde próxima ou até mesmo no conforto do próprio lar.

Apesar estar em seus primeiros passos no Brasil, o uso de Telemedicina para o controle de doenças infecciosas nos EUA já é uma realidade. Diversos estudos e iniciativas demonstram que a consulta de pacientes à distância tem gerado resultados positivos na quantidade de pessoas atendidas, na qualidade do atendimento e na evolução do quadro clínico dos pacientes.

Além disso, a troca de informações dos casos documentados entre os centros de Telemedicina tem servido como um aliado na detecção precoce de possíveis surtos e epidemias.

Um destes estudos, realizado em 2017 e publicado no periódico “Clinical Infectious Diseases” apontou que hospitais e unidades de saúde que fizeram uso de plataformas de Telemedicina reduziram o tempo de atendimento e diagnósticos de doenças infecciosas nos pacientes e duplicaram o número de atendimentos.

Outro ponto positivo relatado no estudo indicou que o acompanhamento mais ativo ao paciente, por meio de videoconferência, minimizou a quantidade de antibióticos prescritos para uma resposta positiva com relação aos sintomas, reduzindo o desconforto causado pelos efeitos colaterais normalmente associados com estes medicamentos.

As doenças infecciosas impõem grandes desafios para os sistemas de saúde e a detecção e controle precoce de eventuais surtos é essencial para evitar epidemias que põem em risco a saúde de populações inteiras. A aplicação de ações e campanhas de conscientização em conjunto com o uso da tecnologia da Telemedicina apresenta-se como um avanço muito bem-vindo, ao proporcionar diagnóstico especializado e acompanhamento constante dos pacientes.