A MAIOR REDE DE TELEMEDICINA DO BRASIL

Para utilizar o serviço, faça seu cadastro na plataforma, preencha sua ficha e receba a receita médica por e-mail.

Cadastre-se

Telemedicina leva atendimento de saúde à população indígena


Segundo dados do IBGE, no Brasil, os povos indígenas compõem 305 etnias, falam 274 línguas e totalizam aproximadamente 897 mil indivíduos. Eles estão presentes em todas as Unidades Federativas do Brasil e cada povo possui uma cultura própria. Esta diversidade cultural consiste em uma das maiores riquezas do país, bem como um grande desafio para a elaboração e implementação de políticas públicas específicas e diferenciadas.

A política de saúde para os povos indígenas é uma das questões mais delicadas e problemáticas da política indigenista. Sensíveis às enfermidades trazidas por não-indígenas e, muitas vezes, habitando regiões remotas e de difícil acesso, as populações indígenas são vítimas de doenças como malária, tuberculose, infecções respiratórias, hepatite, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras.

Segundo as Nações Unidas, 87% dos partos nestas comunidades são realizados em casa, sem auxílio médico e a taxa de mortalidade infantil beira os 10% dos recém-nascidos. Números equivalentes aos países mais pobres da África.

Existem poucos profissionais da saúde para cobrir uma área tão extensa como a Amazônia, o que força pacientes a realizarem viagens difíceis e desnecessárias aos centros urbanos em busca de tratamento médico. O que pode acarretar em mais riscos à saúde do paciente e membros da tribo ao expô-los às mazelas do ambiente urbano. 

No Brasil, o Programa “Telessaúde Brasil Redes” na atenção à saúde indígena é uma das estratégias para auxiliar na fixação de profissionais em áreas remotas e fortalecer a assistência à população indígena.

Os núcleos de telessaúde e telemedicina estreitaram as barreiras de acesso geográfico e a falta de profissionais para assistência à saúde no estado, sobretudo no interior, em áreas de população ribeirinha.

A telecomunicação é feita por antenas de radiofrequência espalhadas pelas unidades básicas de saúde distribuídas pelo território amazonense, que integram os profissionais de saúde locais ao núcleo central da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O coordenador do programa Telessaúde Brasil Redes afirma ainda que “Além das comunidades indígenas, com a infraestrutura da telessaúde, em cinco anos, tivemos a oportunidade de atender a mais de 75 mil pessoas. É um número considerável até porque as pessoas teriam que recorrer ao SUS em Manaus, com um custo muito alto de deslocamento e, muitas vezes, por via aérea”.

Outra iniciativa é a da E-KSS, uma organização não governamental que vem trabalhando há quase uma década com a população indígena amazonense, através de soluções de comunicação via satélite com teleconferência, levando atendimento de saúde às populações mais remotas, impactando mais de 40 mil indivíduos.

Os desafios de prover serviços de saúde para comunidades indígenas são enormes. O Brasil possui dimensões geográficas continentais e núcleos tribais dispersos em todo território nacional, cada qual com sua cultura, problemas e adversidades próprios. Porém, as iniciativas que envolvem a Telemedicina se mostram eficazes e podem impactar de maneira positiva as comunidades indígenas dentro de seu próprio habitat.