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Os desafios no tratamento de pacientes cadeirantes e as possibilidades de tratamento com a Telemedicina


A deficiência física é alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, acarretando o comprometimento da função física, apresentando-se sob a forma de paraplegia, paraparesia, monoplegia, monoparesia, tetraplegia, tetraparesia, triplegia, triparesia, hemiplegia, hemiparesia, ostomia, amputação ou ausência de membro, paralisia cerebral, nanismo, membros com deformidade congênita ou adquirida. 

Cerca de 10 a 12 por cento da população mundial possui algum tipo de deficiência física. Destas, perto de 90% vivem nos chamados países em desenvolvimento, como o Brasil. Segundo estatísticas, há 24,5 milhões de portadores de deficiências em nosso país. Boa parte deles necessitam de cadeira de rodas para se locomoverem, os chamados cadeirantes.

Porém, ter uma deficiência física não significa inatividade. Pessoas que estão nessa condição continuam a contribuir ativamente com a sociedade e exigem cidadania. Contudo, quando vão cuidar da saúde, as limitações enfrentadas podem ser agravadas com a falta de apoio e suporte do estado.

No caso dos idosos, por exemplo, a perda da força muscular – um dos efeitos naturais do envelhecimento – torna-se um agravante quando o assunto é acessibilidade. Assim, uma ação simples para a maioria das pessoas, como usar o transporte público, muitas vezes, é um desafio intransponível. Segundo dados estatísticos recentes, todo ano cerca de 3,6 milhões de pacientes perdem suas consultas médicas por conta de problemas de transporte.

Uma pesquisa feita pela FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo) com apoio do Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo, indicam que nas localidades com até 20 mil moradores, que correspondem a 68,3% das cidades brasileiras, há menos de 0,40 médico por mil habitantes. O que força os pacientes a viajarem até o centro clínico especializado mais próximo.

Deslocamentos podem trazer transtornos e desconforto aos pacientes em condições de cadeirante. E, muitas vezes o município não consegue disponibilizar o transporte para as consultas de rotina, acarretando na interrupção do tratamento para o paciente.

É neste cenário de falta de especialistas e dificuldades de transporte que entra em cena a Telemedicina, o conjunto de procedimentos e tecnologias de telecomunicação como videoconferência e troca de documentos através de dispositivos móveis que conectam médicos e pacientes de forma remota.

Apesar de ainda estar engatinhando no Brasil, essa modalidade de atendimento remoto vem preenchendo um vazio no relacionamento médico e paciente, principalmente para as pessoas que possuem dificuldades em se deslocar, revolucionando a comunicação e agilizando o diagnóstico e tratamento de doenças crônicas. No caso dos pacientes cadeirantes, a cansativa rotina de deslocamento é substituída por uma sessão de videoconferência, permitindo o contato com os profissionais de saúde diretamente da sua casa, beneficiando a todos os envolvidos.

A acessibilidade à médicos e agentes de saúde por meio da Telemedicina é uma tendência irreversível no tratamento de pessoas com deficiência. Agiliza o diagnóstico, identificando problemas que podem ser tratados de forma precoce, evitando a evolução do quadro para condições mais severas. Além disso, traz dignidade, conforto e qualidade de vida às pessoas que, diariamente, já enfrentam enormes dificuldades em suas atividades.